domingo, 17 de setembro de 2017

Móvel temático - Animais Selvagens

Cá em casa, vive uma menina que gosta mais de ajudar e participar nas tarefas dos adultos do que propriamente de brincar (especialmente sozinha).
E se tal poderá ser uma mais valia, uma vez que já sabe fazer muitas coisas que alguns meninos da sua idade não sabem (tirar cafés na máquina - a sua preferida atualmente! -, lavar roupa à mão, estendê-la, despejar e lavar o penico, entre outras referidas nesta publicação), há momentos em que tê-la à minha volta me atrapalha... Ou pela atenção que tenho de lhe dar na consecução da tarefa em questão ou pelo facto de (como é óbvio!) não a fazer com a rapidez, destreza e correção com que eu a faço, demoro muito mais tempo e, então agora com o pequenito, nem sempre tenho disponibilidade para tal.

Neste sentido, e especialmente desde que nos mudámos para uma nova casa, há cerca de dois meses, tenho procurado encontrar estratégias que a ajudem (e a mim!) a interessar-se mais por brincar sozinha.

Acreditando que o excesso de brinquedos é um obstáculo a tal, comecei por aproveitar as mudanças para guardar um grande número de brinquedos.
Os peluches desapareceram quase todos, pois limitava-se a espalhá-los pela casa. Ficaram alguns que usa para dormir e, agora sim, em algumas brincadeiras de faz-de-conta.
Outros brinquedos que já não se adequavam à sua faixa etária foram também guardados para futuramente serem usados pelo irmão.
E aquele tipo de bugigangas, que às vezes lhe ofereciam ou que saíam nas bolas (que os avós tinham o hábito de lhe comprar), mas que não têm interesse nenhum ao fim de cinco minutos da primeira utilização, levaram também um sumiço!

Comprei um móvel de prateleiras e uma mesinha com duas cadeiras que coloquei nas sala de estar, para que pudesse estar próxima de nós nas suas brincadeiras.
Depois de ter conversado com ela sobre a minha ideia (inspirada em muito que tenho lido sobre o método Montessori), optei por ir colocando de forma organizada nas prateleiras os seus jogos e brinquedos, fazendo uma rotatividade dos mesmos ao fim de alguns dias. Contudo, não senti que resultasse, pois na maior parte das vezes nem sequer chegava a tocar nos mesmos. Para além disso, algumas vezes pedia-me brinquedos que estavam guardados.

Na passada semana, decidi então manter aqueles brinquedos que suscitam mais o seu interesse sempre disponíveis no seu quarto e criar um móvel temático, onde disponibilizo jogos e atividades novas, bem como alguns brinquedos seus que se enquadram no tema.


Quando acordou e viu o móvel que lhe tinha preparado, sobre os animais selvagens, ficou muito entusiasmada e, em conjunto, estivemos a brincar. Nesse momento, expliquei-lhe como funcionavam as atividades ou jogos que não conhecia.
Ao longo da semana, recorreu mais vezes do que o habitual aos brinquedos do móvel como fonte de brincadeira, ora autonomamente, ora solicitando a minha companhia. E assim sendo parece-me que cumpriram o seu propósito!

O que compõe o móvel?


Puzzle de tiras numerado


Este puzzle foi retirado de 3 Dinosaurs. Imprimi-o e plastifiquei-o.
Quando brincámos em conjunto, depois do puzzle montado, alertei-a para o facto de cada tira ter um número de 1 a 10 e pedi-lhe que me mostrasse o número dos seus anos. Também lhe pedi que apontasse para os animais que eu dizia e, de seguida, que fosse ela a dizer-me o nome dos animais que queria que eu apontasse.


Jogo de combinações de madeira


Já temos este jogo há algum tempo e já jogámos muito com ele. Optei por o colocar no móvel, pois as cinco cabeças de seres que o compõem pertencem a animais selvagens.
Achei interessante que quando quis brincar com ele, começou por categorizar as "roupas de menino e de menina" e só depois "vestiu" os animais.


Labirinto de  madeira


Também já temos este jogo há muito tempo, mas nunca lhe deu grande atenção. Curiosamente, esta semana, foi dos mais procurados. Talvez ainda não tivesse maturidade suficiente para ele e agora tenha começado a compreender o seu sentido. O objetivo é colocar as cabeças dos animais no local correto, sendo que para tal por vezes é necessário encontrar estratégias de movimento das diferentes peças.


Puzzle de animais



Encontrei este puzzle em itsy bitsy fun. Imprimi-o e colei-o numa caixa de cereais de cartão para que ficasse mais resistente.
É um puzzle engraçado, pois para além de permitir a montagem de alguns animais selvagens, permite também criar animais imaginários. Basta para isso misturar diferentes partes destes mesmos animais, já que as peças são compatíveis.


Miniaturas de animais e cartões de identificação


Esta atividade é inspirada no método Montessori, mais especificamente nos cartões de três partes. Estes cartões são compostos por um primeiro contendo uma imagem e a sua denominação (o que usei), um segundo contendo só a imagem e um terceiro apenas com a denominação. Optei por não usar para já o segundo e o terceiro cartão, pois dada a idade da minha filha (e ainda que mostre muito interesse pela leitura e pela escrita) não pretendo ainda fazer um trabalho tão específico de alfabetização.
Usámos os cartões para fazer correspondência com as miniaturas dos animais, falámos acerca do nome de cada um e de algumas características suas, como o facto de o leão ter juba, de a girafa ter um pescoço comprido para conseguir alimentar-se de folhas de árvores e de o tigre ter o pelo riscado.
Mais tarde, por sua iniciativa, ela recorreu aos cartões e às miniaturas fazendo a correspondência destes com os animais do labirinto de madeira. Achei interessante!


Escantilhão com desenhos de animais selvagens


Embora obviamente ela ainda tenha dificuldade em usar o escantilhão (pois ainda nem domina a forma correta de agarrar o lápis), como tinha comprado um conjunto de escantilhões onde este estava incluído, decidi pô-lo à sua disposição.
Divertiu-se a usá-lo como conseguiu e divertimo-nos a colorir alguns animais desenhados por mim.


Tiras de animais para cortar


Já tinha posto anteriormente à sua disposição tiras de papel para cortar com tesoura. Nessa altura, ensinei-a a agarrá-la corretamente e a usá-la e ela cortou as tiras livremente.
Entretanto, tinha lhe dado novas tiras, só que com linhas, para as cortasse nesse sítio. No entanto, ela não quis saber da minha indicação e continuou a cortar onde lhe apetecia e eu obviamente não insisti.
Então, pensei que se arranjasse tiras com imagens ela não quereria estragá-las e iria esforçar-se por as cortar no sítio certo. Como estava a criar este móvel temático, ia criar as tiras, mas encontrei estas em Living Montessori Now.
Não me enganei: ela tentou cortar pelo sítio indicado e, uma vez que foi uma atividade que a interessou bastante, evoluiu muito e já o faz com bastante correção.
Quando já não tinha cortado tudo, aproveitei para a deixar usar cola pela primeira vez.



No móvel, coloquei ainda dois livros da sua coleção: Vamos brincar, senhor Croc? de Jo Lodge, e Animais Selvagens de Seb Braun. São ambos livros pop-up fantásticos com animais selvagens!

Nesse móvel, está também sempre disponível um jarro com água e um copo, para que beba sempre que tem sede, de forma autónoma.

O que acharam? Alguém faz algo semelhante?

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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Este momento 4


{este momento} - Um ritual de sexta-feira. Uma simples foto, sem palavras, capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar.

Ideia original de Soule Mama, embora a minha fonte de inspiração tenham sido dois blogues que sigo já há alguns anos: A Horta Encantada e Colher de Mãe .

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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Porque é que lhe estão sempre a falar do irmão?

Cá em casa,  a mana mais velha está farta que toda a gente lhe fale do irmão!

E eu decidi escrever este texto apenas como forma de alerta, pois certamente não é ela a única nesta situação. Haverá por esse mundo muitos "manos mais velhos" a sofrer do mesmo mal! Os responsáveis? Nós, adultos, que inconscientemente e provavelmente por desejarmos que haja uma boa aceitação do bebé por parte da criança, nos pomos todos com o mesmo tipo de conversa. Nas primeiras vezes a criança ainda responde entusiasmada, nas vezes seguintes já mostra alguma saturação, e ao fim de um tempo tem atitudes desadequadas como virar a cara, fazer expressão zangada ou grunhir! Pelo menos, foi o que aconteceu com a minha filha!



Não pensem que ela não está a aceitar bem o irmão. É super protetora, ternurenta e atenciosa com ele... E se alguém mete conversa com ela, mas não repara nele, é bem possível que pergunte: "Tu já viste o meu mano?". Mas nessa situação é ela que o quer mostrar. Não é algo que é impingido à força na conversa!

"Gostas do mano?" Que pergunta... É claro que gosta!
"Posso levar o mano para casa?" Que absurdo! Ela sabe que o bebé precisa dos pais e que estes não deixarão ninguém levá-lo para onde quer que seja. Ainda assim, consegue irritar-se com esta pergunta e responder "NÃO!" com cara de pouco amigos.
"O mano porta-se bem?" Ela ainda nem tem bem construído o conceito de comportar-se bem em relação a si, quanto mais em relação ao mano! Ele dorme, mama e chora... Estará a portar-se bem? Eu própria me questiono, como é que um bebé de um mês se comporta mal?!
"Ajudas a mamã a tratar do mano?" Sim, ajuda, e gosta muito...

Mas também gosta que lhe perguntem: "Tens ido ao parque?", "Quais são os teus desenhos animados favoritos?", "Como se chamam os teus amigos?", "Este ano vais para a natação?", "Gostas de livros?"... E isto só para dar alguns exemplos do que se pode perguntar a uma criança sobre... ela própria!

No outro dia, fui com os meus filhos ao mini mercado da avó. Quase toda a gente que lá vai conhece bem a minha filha, pois a avó tem tomado conta dela quando estou a trabalhar. Inevitavelmente toda a gente quis ver o bebé e toda a gente ficou contente por a rever, mas as conversas não fugiram muito dos exemplos que dei acima, com as reações menos simpáticas por parte dela que também já descrevi.
No caminho para casa, diz-me: "Tou dandada!", isto é, "Estou zangada!".
"Estás zangada com quem?", pergunto eu.
"Com as pessoas..."
No seu discurso ainda pouco claro, explica-me que queria falar do seu recente interesse pela dança à última senhora que se meteu com ela. Esta colocou-lhe questões acerca do irmão sem perceber que ela não estava a responder-lhe mas a querer falar de outro assunto.
E foi nesse instante que me consciencializei do que a minha filha andava a sentir.
"Estás zangada com as pessoas porque só te falam do mano e tu querias falar sobre as tuas coisas. É isso?", continuei, tentando ajudá-la a clarificar os seus próprios sentimentos.
"Sim."
Simples. E no entanto, nem sempre óbvio...

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